Minutos de sabedoria

A vida não é um "parque de diversões". Quem pensa que é está muito enganado e corre o risco de não aproveitar a vida da melhor maneira: extraindo o máximo de aprendizado que ela oferece. Porque na verdade, aprender é a melhor coisa que existe, e a mais completa: podemos aprender a viver, a sorrir, a agir, a amar, a trabalhar, a ajudar, a ser. E esta semana eu cheguei a uma das respostas que mais procurei durante a minha história até hoje: o que viemos fazer aqui na Terra, como humanos? Aprender a amar.

Eu confesso que é muito difícil viver todos os dias num equilíbrio entre o agir prático do mundo e a atenção espiritual devida. O fato de a condição humana ser uma relação complexa entre o corpo, a mente - ego, superego e id - e o espírito nos coloca numa situação que exige atenção. Não quero dizer "esforço", porque essa palavra é muito relativa e pode ser interpretada como algo inadequado, não natural. De fato, tudo na existência exige esforço, mas esse esforço, no entendimento de muitas pessoas e filosofias que admiro, nada mais é do que entrega. Se entregar é muito mais do que se esforçar, porque demanda compreensão, aceitação das coisas que nos chegam. E a partir daí, todo movimento é natural, e deve ser guiado com dois dos maiores poderes que temos: a Verdade e a Intuição.

Trabalho - Afinal de contas, de onde vem essa história de a vida ser repleta de aprendizado? Bom, nenhum de nós quer sofrer. O objetivo da nossa vida é estar bem, feliz, em paz, e evitar o sofrimento, como diz Sua Santidade, o Dalai-Lama. Os métodos empregados para isso é que vão determinar em que qualidade nos encontramos.

Dessa maneira, o "esforço" da vida é realmente grande: precisamos lidar com as mais diversas situações ao longo dela; dificuldades, falta de coragem, desafios, incompreensão das pessoas, falta de confiança no futuro, ansiedade, e a morte, além, é claro, das tristezas comuns com que nos deparamos. Tudo isso é um desafio para nós. As dificuldades devem deixar de existir, porque devemos estar confiantes no Divino e na nossa própria capacidade: somos pequenos, mas juntos somos capazes de muito. Temos um importante papel como energias que vivem dando voltas pelo universo.

Lidar com os outros é outra situação que exige bastante energia. Não sabemos o que esperar das pessoas, e quando achamos que sabemos, também podemos nos decepcionar. Tudo isso porque criamos muitas expectativas e julgamentos, em vez de simplesmente deixarmos nosso caminho aberto, mantendo-nos de pé no balanço dinâmico entre a humildade e a confiança. Essas duas coisas podem parecer incompatíveis, mas não são.

A ansiedade, a falta de confiança e a morte, por sua vez, são medos que também devemos evitar. A morte nos virá de qualquer maneira, não há como evitar. E a morte é só o começo de um novo ciclo... A ansiedade entra também nessa roda de incertezas. Sabemos que não podemos controlar as coisas. Só podemos agir da melhor forma possível, com todo o nosso coração, mente, intelecto e alma. A partir daí, outras estruturas do mundo vão funcionar. Ao mesmo tempo que não podemos controlar a forma como o mundo dá voltas e o inesperado acontece, devemos confiar em nós mesmos acerca do rumo de nossas vidas. Por mais que eu não possa ter controle sobre a atitude alheia, eu tenho controle sobre a minha. Além disso, tenho o poder de inspirar pessoas, de ajudar pessoas, de amar pessoas. E tudo isso tem, sim, poder. Só o amor revoluciona.

Por tudo isso "e muito mais", eu convido a mim e a todos os que se sentirem inspirados e a todas as energias que me cercam a buscar viver cada dia como um desafio, um trabalho prazeroso, que, apesar de não ser um descanso, é uma atividade compensadora. Tudo que está em nós é fluido, nosso corpo e nossos outros atributos sabem a hora de agir e a hora de repousar; a hora de falar e de calar; de dar e de receber. Tudo faz parte de uma teia complexa e, por que não, linda.

Vamos, então, aprender a amar.

Comentários

  1. Amiga...ler você é como estar bem pertinho....como numa conversa...me sinto à vontade, num clima familiar, sabe? rs...que orgulho de vc lorinha...fico como uma mãe toda boba com as conquistas de um filho. É bom ver como vc tem evoluido! Sigamos aprendendo!

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