Sonhei que lembrava do meu passado
Sonhei, acabei de lembrar.
Sonhei que lembrei de tudo que vivi. Dos momentos, dos lugares, das pessoas. Mas agora, descobri que aquilo era sonho. Mas os sonhos se repetem, de modo que talvez, não sejam mais sonhos.
Era incrível como eu lembrava: todas as minhas dúvidas iam embora, apesar de eu não saber se a casa que eu imaginava que tinha ido para ver pessoas de alma boa existia de verdade. Só lembrava dos trabalhos que fazia, dos momentos que compartilhava, dos aprendizados. Mas não me lembro até agora onde tudo acontecia, se nessa ou noutra vida, ou se em outro plano espiritual.
É de fato difícil nos reencontrar. É um processo de esquecer de olhar somente o material, o mundo com os olhos viciados do processo físico por que passamos como ser humano.
Ver as coisas de outra forma é lembrar que cada momento é vivido com a maior intensidade possível, e que ele parece sempre eterno. A única coisa eterna é agora, e isso é a maior verdade do mundo. O único momento em que as coisas podem mudar é agora. O passado é um mistério tão grande quanto o futuro. O passado é tão misterioso que nos esquecemos que ele já foi presente. Imaginar como nos sentíamos em determinado momento da vida é ver como as emoções são passageiras, como os pensamentos são etéreos, e como a verdadeira construção está nas relações baseadas no amor.
Os momentos que realmente importam são aqueles que nos fazem ver a vida em toda sua complexidade e em sua integralidade. Esses momentos são, muitas vezes, raros. O que fazer é buscá-los.
Os lugares de que me lembro agora estão claros na minha mente, mas não estavam antes. Talvez eles simplesmente desapareçam, como estavam desaparecidos até o momento que me lembrei. E tudo talvez tenha passado de um sonho, ido muito mais além. Eles fazem parte de um momento de encontro, de percepção, de revelação.
A casa, a rua escura, o sobrado com amigos espirituais. As conversas, a praia, os cânticos. A mudança para um outro lugar, maior, e depois daí, uma nova vida, tirando tudo da minha mente como um furacão. Será que é assim a passagem?
Encontrei alguém pra dizer que entende. Esse alguém também sumiu, não lembro do seu rosto. Mas lembro da amizada que nutrimos. Talvez esse alguém seja outra pessoa, muito importante agora, mas com outro rosto. Vivemos outras coisas por aqui. Mas sempre carregaremos nosso percurso.
Saudade é a palavra que representa o sentimento que fica quando se aprende a dar o devido lugar ao que passou, como uma lembrança distante, mas sempre viva, e verdadeira. Assim que deveríamos lidar com tudo, porque em uma só vida também há muitas passagens. Há coisas que em determinado momento resolvemos não entender porque aconteceram, mesmo que tenhamos escolhido aquilo. Há momentos em que não reconhecemos nós mesmos em atitudes, e há momentos em que não reconhecemos os outros em suas atitudes. É como se achássemos que sabíamos tudo que o outro poderia ser capaz de dizer, fazer e sentir. Mas nunca podemos, por mais que achemos que conhecemos as pessoas. Ninguém conhece ninguém o suficiente para imaginar o futuro ou onde o coração do outro irá. A única saída feliz é a da aceitação.
Só aceitando é possível ter paz... Ainda que seja a paz em equilíbrio dinâmico. Não há espaço para temer a saudade; saudade não se teme, se sente quando se há de sentir. E pode ser dilacerante.
Mas as vidas passam e o que é verdadeiro há de ser lembrado. E será sempre verdadeiro.
Sonhei que lembrei de tudo que vivi. Dos momentos, dos lugares, das pessoas. Mas agora, descobri que aquilo era sonho. Mas os sonhos se repetem, de modo que talvez, não sejam mais sonhos.
Era incrível como eu lembrava: todas as minhas dúvidas iam embora, apesar de eu não saber se a casa que eu imaginava que tinha ido para ver pessoas de alma boa existia de verdade. Só lembrava dos trabalhos que fazia, dos momentos que compartilhava, dos aprendizados. Mas não me lembro até agora onde tudo acontecia, se nessa ou noutra vida, ou se em outro plano espiritual.
É de fato difícil nos reencontrar. É um processo de esquecer de olhar somente o material, o mundo com os olhos viciados do processo físico por que passamos como ser humano.
Ver as coisas de outra forma é lembrar que cada momento é vivido com a maior intensidade possível, e que ele parece sempre eterno. A única coisa eterna é agora, e isso é a maior verdade do mundo. O único momento em que as coisas podem mudar é agora. O passado é um mistério tão grande quanto o futuro. O passado é tão misterioso que nos esquecemos que ele já foi presente. Imaginar como nos sentíamos em determinado momento da vida é ver como as emoções são passageiras, como os pensamentos são etéreos, e como a verdadeira construção está nas relações baseadas no amor.
Os momentos que realmente importam são aqueles que nos fazem ver a vida em toda sua complexidade e em sua integralidade. Esses momentos são, muitas vezes, raros. O que fazer é buscá-los.
Os lugares de que me lembro agora estão claros na minha mente, mas não estavam antes. Talvez eles simplesmente desapareçam, como estavam desaparecidos até o momento que me lembrei. E tudo talvez tenha passado de um sonho, ido muito mais além. Eles fazem parte de um momento de encontro, de percepção, de revelação.
A casa, a rua escura, o sobrado com amigos espirituais. As conversas, a praia, os cânticos. A mudança para um outro lugar, maior, e depois daí, uma nova vida, tirando tudo da minha mente como um furacão. Será que é assim a passagem?
Encontrei alguém pra dizer que entende. Esse alguém também sumiu, não lembro do seu rosto. Mas lembro da amizada que nutrimos. Talvez esse alguém seja outra pessoa, muito importante agora, mas com outro rosto. Vivemos outras coisas por aqui. Mas sempre carregaremos nosso percurso.
Saudade é a palavra que representa o sentimento que fica quando se aprende a dar o devido lugar ao que passou, como uma lembrança distante, mas sempre viva, e verdadeira. Assim que deveríamos lidar com tudo, porque em uma só vida também há muitas passagens. Há coisas que em determinado momento resolvemos não entender porque aconteceram, mesmo que tenhamos escolhido aquilo. Há momentos em que não reconhecemos nós mesmos em atitudes, e há momentos em que não reconhecemos os outros em suas atitudes. É como se achássemos que sabíamos tudo que o outro poderia ser capaz de dizer, fazer e sentir. Mas nunca podemos, por mais que achemos que conhecemos as pessoas. Ninguém conhece ninguém o suficiente para imaginar o futuro ou onde o coração do outro irá. A única saída feliz é a da aceitação.
Só aceitando é possível ter paz... Ainda que seja a paz em equilíbrio dinâmico. Não há espaço para temer a saudade; saudade não se teme, se sente quando se há de sentir. E pode ser dilacerante.
Mas as vidas passam e o que é verdadeiro há de ser lembrado. E será sempre verdadeiro.
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