Observe a sua mente.
Eu aprendi, ou pelo menos achei que aprendi há algum tempo que nós não somos nossa mente. A mente também faz parte de nós, mas eu não sou a minha mente. Eu sou alguém que pode controlá-la, ao invés de deixar ela me controlar. Será que todos nós que nos deixamos levar pelo medo, pela insegurança, pela angústia, sabemos que podemos controlar a mente mas esquecemos disso, ou é porque simplesmente não sabemos. Talvez muitos de nós nem acreditem nisso. É como se fôssemos levados por ela.
Estava relendo um pedaço do livro de Eckart Tolle, "O Poder do Agora", e revi algumas frases de grande potencial. Fui lembrando aos poucos de tudo que por um momento pude colocar em prática, mas que aos poucos fui esquecendo, pela forma como fui levando, sem estudar mais, sem revisar as práticas, enfim, sem disciplina. Uma das coisas poderosas de que me esqueci um pouco foi o "morrer para o passado". Em vez de morrer para o passado, muitas vezes eu fico tão mentalmente aberta pra ele que quase o revivo por dentro, o reviso. "Ah, como eu era disciplinada, ah, como eu conseguia fazer isso e aquilo e hoje não faço mais...". Mas o autor do livro diz que o passado só deve estar em nossa cabeça se for servir pra alguma coisa. E a única serventia que eu poderia tirar desses pensamentos é retomar as qualidades que eu reclamo pra mim mesma ter perdido. Aí sim essas nuvens de pensar servem pra algo de bom. Do contrário, só nos ocupam. Ocupam espaço, fazem peso.
Observe sua mente e sorria para ela, é mais ou menos o que Tolle diz. Sim, devo sorrir para ela e seus jogos. E seguir. Buscar a saída da insanidade, a insanidade que é viver o que não existe, viver para esperar, viver para o futuro, viver esperando para viver. Não. Como viver se não viver o que já é? Não aceitar o que já é? Resistir. Desistir de resistir e se entregar a o que seja. E tomar atitudes em vez de esperar ter forças pra tomar atitudes. A força e a energia estão aí, basta canalizá-las, criar um interesse nelas.
A chuva vai caindo na frente da minha janela e eu vou me lembrando de ser.
Ser e ser, e não me separar de mim, não me fazer de dois, de uma mente e um corpo. Ser por completo, tudo junto, viver dentro do corpo, com a alma, com a presença, e também com a mente, que é um atributo humano e com quem devo aprender a lidar nessa experiência.
Algumas filosofias religiosas dizem que devemos nos relacionar conosco mesmos, como leio muitas vezes na Brahma Kumaris, dizendo belas palavras de que para se relacionar bem, devemos ter um espaço para um silêncio. Eu gosto da ideia de me relacionar comigo mesma, com o ser, mas ao mesmo tempo também acredito que em vez de me relacionar eu devo só "ser". Sem separar uma pessoa que se relaciona com outra...
A forma de pensar não faz tanta diferença se conseguimos enxergar com clareza. Me relacionar comigo, com a alma, com esse aglomerado impermanente e de surgimento dependente de causas e condições, sabendo que ele não é o ego, que não é o "eu", que é algo a mais e que não dá pra definir nem limitar. Tentar enxergar na vida uma experiência única de aprendizado e saber que não se pode saber quase nada de seus mistérios e verdades do jeito limitado que estamos aqui.
Apenas observar... Sem julgar... Agir, assumir, sentir o que vem e reconhecer sem tachar... Ser algo indizível e ao mesmo tempo humano, sabendo que não é intrínseco. Saber que muda e que cresce.
Estava relendo um pedaço do livro de Eckart Tolle, "O Poder do Agora", e revi algumas frases de grande potencial. Fui lembrando aos poucos de tudo que por um momento pude colocar em prática, mas que aos poucos fui esquecendo, pela forma como fui levando, sem estudar mais, sem revisar as práticas, enfim, sem disciplina. Uma das coisas poderosas de que me esqueci um pouco foi o "morrer para o passado". Em vez de morrer para o passado, muitas vezes eu fico tão mentalmente aberta pra ele que quase o revivo por dentro, o reviso. "Ah, como eu era disciplinada, ah, como eu conseguia fazer isso e aquilo e hoje não faço mais...". Mas o autor do livro diz que o passado só deve estar em nossa cabeça se for servir pra alguma coisa. E a única serventia que eu poderia tirar desses pensamentos é retomar as qualidades que eu reclamo pra mim mesma ter perdido. Aí sim essas nuvens de pensar servem pra algo de bom. Do contrário, só nos ocupam. Ocupam espaço, fazem peso.
Observe sua mente e sorria para ela, é mais ou menos o que Tolle diz. Sim, devo sorrir para ela e seus jogos. E seguir. Buscar a saída da insanidade, a insanidade que é viver o que não existe, viver para esperar, viver para o futuro, viver esperando para viver. Não. Como viver se não viver o que já é? Não aceitar o que já é? Resistir. Desistir de resistir e se entregar a o que seja. E tomar atitudes em vez de esperar ter forças pra tomar atitudes. A força e a energia estão aí, basta canalizá-las, criar um interesse nelas.
A chuva vai caindo na frente da minha janela e eu vou me lembrando de ser.
Ser e ser, e não me separar de mim, não me fazer de dois, de uma mente e um corpo. Ser por completo, tudo junto, viver dentro do corpo, com a alma, com a presença, e também com a mente, que é um atributo humano e com quem devo aprender a lidar nessa experiência.
Algumas filosofias religiosas dizem que devemos nos relacionar conosco mesmos, como leio muitas vezes na Brahma Kumaris, dizendo belas palavras de que para se relacionar bem, devemos ter um espaço para um silêncio. Eu gosto da ideia de me relacionar comigo mesma, com o ser, mas ao mesmo tempo também acredito que em vez de me relacionar eu devo só "ser". Sem separar uma pessoa que se relaciona com outra...
A forma de pensar não faz tanta diferença se conseguimos enxergar com clareza. Me relacionar comigo, com a alma, com esse aglomerado impermanente e de surgimento dependente de causas e condições, sabendo que ele não é o ego, que não é o "eu", que é algo a mais e que não dá pra definir nem limitar. Tentar enxergar na vida uma experiência única de aprendizado e saber que não se pode saber quase nada de seus mistérios e verdades do jeito limitado que estamos aqui.
Apenas observar... Sem julgar... Agir, assumir, sentir o que vem e reconhecer sem tachar... Ser algo indizível e ao mesmo tempo humano, sabendo que não é intrínseco. Saber que muda e que cresce.
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