2012 começa
Segundo dia do ano!
Segunda-feira.
Esse ano começou muito bem. Fui pra um lugar lindo, com pessoas legais e amigas. Caraíva. A aldeia estava cheia, muito cheia, como eu nem podia imaginar que pudesse ficar, mas isso não atrapalhou em nada o reveillon. Parece que, mesmo lotada de gente, Caraíva ainda continua com o mesmo clima bom, porque as pessoas que estão lá estão nesse clima bom. Não tem confusão, não tem carro - e automaticamente, não tem carro de som! -, não tem baderneiros (pelo menos eu não vi!). É areia, ruazinhas de areia, gente sentada conversando, gente andando, gente na praia, gente sorrindo, gente aproveitando mesmo o tempo.
Não dá pra passar com todas as pessoas com quem a gente gostaria, é claro. A família ficou em casa, o namorado em outro país, e várias amigas espalhadas. Mas poder abraçar e comemorar o novo ano com algumas pessoas queridas e outras mesmo recém-conhecidas, sentindo a paz e a harmonia, é bom demais. E o lugar influencia muito!
Na hora da virada, a gente liga pra quem consegue ligar, deseja um feliz ano novo, com todas aquelas coisas boas que a gente repete e que a gente sente vontade de dizer na hora. Todo mundo pratica a beleza de desejar o bem pros outros. É bom assim. Beber uns goles de champanhe, pular ondinhas, ver fogos de artifício. Dançar, bater papo e ir dormir com o dia quase raiando. E dormir na varanda de uma casa de amigos de amigos! Cheguei de gaiata no navio, acompanhada desse pessoal misturado entre amigas, conhecidos e recém-conhecidos, sem lugar pra dormir em Caraíva, e pessoas muito legais, amigos desses amigos com quem fui, disponibilizaram banheiro, chuveiro, lugar pra dormir na varanda ou no jardim e toda simpatia!
Acordando, aos poucos fomos nos organizando pra sair de Caraíva e pegar o rumo de casa, mas não sem antes passar na padaria pra comer um bom "mistovo" e tomar um café e um suco de laranja. De sobra, ainda acompanhamos a procissão do Pau de São Sebastião. Muita gente gritando, cantando, animada; a maioria com cara de nativo, outros com cara de "paulistão" (como diz o pessoal com quem eu tava andando) metido na bagunça, achando lindo. E é lindo mesmo! Lindo e engraçado. Cada vez eles revezam: homens seguram o pau, depois as mulheres. Nos intervalos, o pau é colocado dentro dos estabelecimentos comerciais/casas locais. Lá na padaria o pau entrou. Todo mundo se abraçou. Uma amiga me disse que o pessoal da procissão/festa recolhe a "esmola" do santo pra organizar o almoço do dia da festa, que acontece um tempo depois. Aí no dia do almoço ou jantar, sei lá, as pessoas podem ir lá e comer de graça.
Aí depois foi o retorno pra casa, depois da areia da praia, do sol, do mar, do pão com queijo presunto e ovo, do café, da procissão, da estrada enlamaçada. Foi indo, foi fluindo. Começamos o ano bem. Chegando em casa, ainda pude conversar com meu querido no telefone. E minha mãe preparou um lanche/jantar com um bolo maravilhoso de maçã, café, pães, patê, queijo. E minha amiga de Vitória veio me dar um abraço e conversar com a gente. Essas coisas simples que fazem a gente se sentir bem no começo do ano.
Eu acho que começar o ano bem ajuda muito no resto dele. Aliás, toda experiência de sentimentos bons e de paz criam uma memória da felicidade em nós. Pelo menos comigo é assim. A cada momento de paz como esses da virada do ano, eu vou criando meu arsenal de pensamentos, lembranças e sensações boas. Porque pra mim isso também é meditar. É criar rituais internos de introspecção e gratidão pela vida.
Que 2012, mesmo com todas as previsões de dificuldades que enfrentaremos, possa extrair o melhor de nós. E nós temos muito de bom.
Segunda-feira.
Esse ano começou muito bem. Fui pra um lugar lindo, com pessoas legais e amigas. Caraíva. A aldeia estava cheia, muito cheia, como eu nem podia imaginar que pudesse ficar, mas isso não atrapalhou em nada o reveillon. Parece que, mesmo lotada de gente, Caraíva ainda continua com o mesmo clima bom, porque as pessoas que estão lá estão nesse clima bom. Não tem confusão, não tem carro - e automaticamente, não tem carro de som! -, não tem baderneiros (pelo menos eu não vi!). É areia, ruazinhas de areia, gente sentada conversando, gente andando, gente na praia, gente sorrindo, gente aproveitando mesmo o tempo.
Não dá pra passar com todas as pessoas com quem a gente gostaria, é claro. A família ficou em casa, o namorado em outro país, e várias amigas espalhadas. Mas poder abraçar e comemorar o novo ano com algumas pessoas queridas e outras mesmo recém-conhecidas, sentindo a paz e a harmonia, é bom demais. E o lugar influencia muito!
Na hora da virada, a gente liga pra quem consegue ligar, deseja um feliz ano novo, com todas aquelas coisas boas que a gente repete e que a gente sente vontade de dizer na hora. Todo mundo pratica a beleza de desejar o bem pros outros. É bom assim. Beber uns goles de champanhe, pular ondinhas, ver fogos de artifício. Dançar, bater papo e ir dormir com o dia quase raiando. E dormir na varanda de uma casa de amigos de amigos! Cheguei de gaiata no navio, acompanhada desse pessoal misturado entre amigas, conhecidos e recém-conhecidos, sem lugar pra dormir em Caraíva, e pessoas muito legais, amigos desses amigos com quem fui, disponibilizaram banheiro, chuveiro, lugar pra dormir na varanda ou no jardim e toda simpatia!
Acordando, aos poucos fomos nos organizando pra sair de Caraíva e pegar o rumo de casa, mas não sem antes passar na padaria pra comer um bom "mistovo" e tomar um café e um suco de laranja. De sobra, ainda acompanhamos a procissão do Pau de São Sebastião. Muita gente gritando, cantando, animada; a maioria com cara de nativo, outros com cara de "paulistão" (como diz o pessoal com quem eu tava andando) metido na bagunça, achando lindo. E é lindo mesmo! Lindo e engraçado. Cada vez eles revezam: homens seguram o pau, depois as mulheres. Nos intervalos, o pau é colocado dentro dos estabelecimentos comerciais/casas locais. Lá na padaria o pau entrou. Todo mundo se abraçou. Uma amiga me disse que o pessoal da procissão/festa recolhe a "esmola" do santo pra organizar o almoço do dia da festa, que acontece um tempo depois. Aí no dia do almoço ou jantar, sei lá, as pessoas podem ir lá e comer de graça.
Aí depois foi o retorno pra casa, depois da areia da praia, do sol, do mar, do pão com queijo presunto e ovo, do café, da procissão, da estrada enlamaçada. Foi indo, foi fluindo. Começamos o ano bem. Chegando em casa, ainda pude conversar com meu querido no telefone. E minha mãe preparou um lanche/jantar com um bolo maravilhoso de maçã, café, pães, patê, queijo. E minha amiga de Vitória veio me dar um abraço e conversar com a gente. Essas coisas simples que fazem a gente se sentir bem no começo do ano.
Eu acho que começar o ano bem ajuda muito no resto dele. Aliás, toda experiência de sentimentos bons e de paz criam uma memória da felicidade em nós. Pelo menos comigo é assim. A cada momento de paz como esses da virada do ano, eu vou criando meu arsenal de pensamentos, lembranças e sensações boas. Porque pra mim isso também é meditar. É criar rituais internos de introspecção e gratidão pela vida.
Que 2012, mesmo com todas as previsões de dificuldades que enfrentaremos, possa extrair o melhor de nós. E nós temos muito de bom.
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