fácil e difícil
O que é fácil pra mim, pode ser difícil pra outra pessoa. O que é difícil pra mim, fácil pra você. Já pensei várias vezes que algumas coisas que parecem "desafios" são na verdade, coisas simples que parecem bichos de sete cabeças, induzidos por nossos limites internos. Limites que criamos, não que temos.
Alguns limites parecem já terem nascido com a gente. Outros, aparecem do nada e viram fardos. Quando vamos descobrir de onde eles surgiram, começamos a vasculhar nossa memória em direção a um momento, uma pessoa, um acontecimento que possa nos ter transformado. E, apesar de todo o esforço, mesmo que tenhamos encontrado nossos motivos, parece difícil reverter o que já se solidificou. Aquilo que parece simples mudar, nos provoca taquicardias, choramingos, medos e desesperos.
Assim as coisas que eram fáceis acabam se tornando difíceis. E aí a gente vê que só por meio do hábito (não a roupa de vestir, o hábito de agir) a gente pode (se) recuperar, recuperar coisas, sentimentos e sonhos que tinham ido embora se arrastando. Ninguém me disse que "envelhecer" começava cedo. E então por quê eu me sentia enferrujada?
Sempre vai haver algo que deixamos de gostar nessa vida, ou algo que surge do nada e nos traz novas ideias, e por isso mesmo, novas dúvidas. Que caminho seguir? O mais fácil? O que me desafia mais? O que eu queria fazer há 10 anos ou o que eu penso em fazer agora?
Antes mesmo de responder a gente começa a colocar o martelo da cabeça pra bater. E bate e bate tanto que começa a doer, e aí todo o processo de reflexão não valeu de nada.
Se fazer alguma coisa passou a parecer difícil, há muitas perguntas aí: estou colocando empecilhos? estou fazendo drama? ou a coisa é difícil mesmo? ela sempre foi difícil pra mim? Ou eu achava fácil só porque fantasiava? Ou eu achava fácil porque nunca tinha feito? estou com preguiça de viver isso? Qual o motivo de minhas resistências?
E aí nossos limites internos vão se remoendo, vão arranhando uns nos outros, e começam talvez a desenferrujar. Eles começam a se questionar se mudam de lugar - para perto dos limites pré-existentes, pré-históricos - ou se simplesmente se alargam para virar outra coisa - quem sabe uma linha entre o conforto e o desconforto, ou entre o ator e o personagem, entre o que sabemos de cor e o que aprendemos de novo.
De qualquer forma, é pra isso que os seres humanos são diferentes. Se todo mundo tivesse o mesmo problema, a mesma dificuldade, quem ajudaria você em alguma coisa que você não sabe? Se todo mundo fosse igual, como é que alguém poderia ajudar outro alguém a superar um problema? Se todo mundo fosse igual, onde estariam os dons, que nascem justamente das pré-disposições na alma de cada um? Ninguém tem o dom pra tudo. Sempre você vai precisar de outra pessoa, outras pessoas pra te complementar, pra te ajudar a superar medos e dificuldades com a facilidade delas, que por sua vez também terão dificuldades em que você, se quiser, pode entrar e ajudar. E isso é belo.
Alguns limites parecem já terem nascido com a gente. Outros, aparecem do nada e viram fardos. Quando vamos descobrir de onde eles surgiram, começamos a vasculhar nossa memória em direção a um momento, uma pessoa, um acontecimento que possa nos ter transformado. E, apesar de todo o esforço, mesmo que tenhamos encontrado nossos motivos, parece difícil reverter o que já se solidificou. Aquilo que parece simples mudar, nos provoca taquicardias, choramingos, medos e desesperos.
Assim as coisas que eram fáceis acabam se tornando difíceis. E aí a gente vê que só por meio do hábito (não a roupa de vestir, o hábito de agir) a gente pode (se) recuperar, recuperar coisas, sentimentos e sonhos que tinham ido embora se arrastando. Ninguém me disse que "envelhecer" começava cedo. E então por quê eu me sentia enferrujada?
Sempre vai haver algo que deixamos de gostar nessa vida, ou algo que surge do nada e nos traz novas ideias, e por isso mesmo, novas dúvidas. Que caminho seguir? O mais fácil? O que me desafia mais? O que eu queria fazer há 10 anos ou o que eu penso em fazer agora?
Antes mesmo de responder a gente começa a colocar o martelo da cabeça pra bater. E bate e bate tanto que começa a doer, e aí todo o processo de reflexão não valeu de nada.
Se fazer alguma coisa passou a parecer difícil, há muitas perguntas aí: estou colocando empecilhos? estou fazendo drama? ou a coisa é difícil mesmo? ela sempre foi difícil pra mim? Ou eu achava fácil só porque fantasiava? Ou eu achava fácil porque nunca tinha feito? estou com preguiça de viver isso? Qual o motivo de minhas resistências?
E aí nossos limites internos vão se remoendo, vão arranhando uns nos outros, e começam talvez a desenferrujar. Eles começam a se questionar se mudam de lugar - para perto dos limites pré-existentes, pré-históricos - ou se simplesmente se alargam para virar outra coisa - quem sabe uma linha entre o conforto e o desconforto, ou entre o ator e o personagem, entre o que sabemos de cor e o que aprendemos de novo.
De qualquer forma, é pra isso que os seres humanos são diferentes. Se todo mundo tivesse o mesmo problema, a mesma dificuldade, quem ajudaria você em alguma coisa que você não sabe? Se todo mundo fosse igual, como é que alguém poderia ajudar outro alguém a superar um problema? Se todo mundo fosse igual, onde estariam os dons, que nascem justamente das pré-disposições na alma de cada um? Ninguém tem o dom pra tudo. Sempre você vai precisar de outra pessoa, outras pessoas pra te complementar, pra te ajudar a superar medos e dificuldades com a facilidade delas, que por sua vez também terão dificuldades em que você, se quiser, pode entrar e ajudar. E isso é belo.
É lore, o mais difícil e sacar o momento. Estar atento, sabe? Penso muito nisso. Aproveitar quem está a nossa volta na hora certa. Nem sempre a gente sabe quando agir. Algumas vezes as respostas caem na nossa cabeça com uma força ainda maior que as marteladas... E assim vamos seguindo. :)
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