Continuações da vida

A gente aprende quando é criança que temos toda uma rotina de seguimento na vida. Primeiro, a escola básica, que se conclui no ensino médio, quando estamos na nossa transição da adolescência para a vida adulta. Em seguida, a faculdade. E depois disso, o mundo do trabalho. O que não nos contam é que daí pra frente nada mais é como antes, e que a gente precisa criar um novo seguimento pra nós mesmos. Eu sempre fui acostumada a seguir o que me mandavam fazer - pais, família, professores. Só que chega uma hora em que nós precisamos ser responsáveis pelas nossas próprias escolhas. Com o quê e onde vamos trabalhar, que horas vamos acordar, fazer nossas coisas, se vamos querer morar na mesma cidade de antes, se vamos ou não fazer uma pós-graduação, etc. Como já dizia Gil: "se oriente, rapaz!".

Pela primeira vez, estou tendo a oportunidade de ter um tempo livre para pensar sobre o caminho em que estou traçando. Às vezes isso se torna um pouco angustiante, pois as opções na juventude são muitas, e mesmo assim não são fáceis - para seguir um caminho, é preciso abrir mão de outros, e se dedicar. Podemos ou não escolher, mas se não escolhermos, dificilmente seremos escolhidos, não é mesmo?

Ninguém dita a minha ou a sua felicidade, nem diz qual é o seu caminho. Cada um tem o seu. Acho que o importante mesmo é a gente poder ir dormir cada noite com a certeza de que estamos fazendo o possível para chegar onde queremos. Se estamos em dúvida, que possamos ao menos dar um passo pequeno. Mas ficar parado no mesmo lugar, ah, isso não.


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