Sorriso de canto de boca

Dá vontade de dar aquele sorriso, de canto de boca, porque simplesmente as coisas são belas e ricas.

Por mais que se busque conhecer-se,
sempre haverá mais e mais a saber-se.

Os homens, as mulheres, os seres humanos, a humanidade veio tentando definir consciências,
povos, almas, mentes…  E também mentiram
Tudo isso foi acrescentando um pouco mais à nossa percepção de nós mesmos, mas talvez nunca será suficiente para nos compreender por completo.

De que serve fazer previsões, astrologias, numerologias da nossa vida? Nos mata uma curiosidade, nos faz acreditar em algo a mais, algo de mistério, algo de divino. Tem sim algo bom nisso, mas isso não nos define. Se por um lado somos únicos e complementares, por outro lado, pensar que todos fazemos parte da mesma massa original, do mesmo Ser, abre uma outra dimensão em nós. Nos tira da divisão em que entramos na modernidade, da separação com nossa própria natureza.

Corpo e mente separados, alma e corpo e mente divididos? Ou juntos? Ainda é difícil saber, mas antes de compreender, quero sentir.

E quando sinto, me vem o sorriso de canto de boca.
Aquele sorriso sem muita razão, sem muita euforia, apenas paz e muito amor. E a genuína felicidade de saber que toda essa caminhada está só no começo, mesmo que não esteja no começo. Saber que às vezes vou aprender algumas coisas que esquecerei em algum momento, pra viver outras. Mas que os aprendizados estão no coração, no meu corpo sutil.

Olha só como olhar pra trás também pode ser bom, apesar de o Agora ser o mais importante e o único real imediato. Mas olha só como ver desde onde saímos realiza a alegria de ver que caminhamos sempre em frente, e que ainda tem muito lá na estrada.
Tanta coisa linda, tanta coisa boa.

Muitos sorrisos diferentes, muitos olhares fechados e abertos na alma.

Sorriso de canto de boca.
E também, um sorriso enorme, daqueles de engolir as orelhas.

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