Ir e voltar.
Quando era adolescente, pensava que estava procurando um lugar mais com a minha cara. Mais "diferente", e naquela época diferente queria dizer com mais possibilidades culturais e artísticas, mais variedade de comportamento, de se vestir, de falar.
Quando vim morar em Salvador achava que tinha encontrado isso. Durante uns cinco anos, foi isso. Caí de amor com Salvador, achava que tinha me encontrado mesmo. Conheci pessoas interessantes, fui a lugares diferentes, curti novas músicas, visitei alguns museus, festas, shows...
Também sofri mais em Salvador do que nas cidades anteriores pela maior dificuldade de encontrar amizades verdadeiras. Foi em Salvador que tive a única "briga" que já tive com algum amigo. E foi com uma pessoa muito importante pra mim. Por conta disso, minha auto estima foi caindo aos poucos e meio que nunca voltou a ser a mesma no sentido de amizade. Algumas vezes me sentia sozinha. Mas acabei mais uma vezes encontrando e reencontrando pessoas que me fizeram bem, e eu a elas, espero.
Eu achava que nunca poderia morar em algum lugar por mais de três anos. Quando terminei a faculdade, depois de quatro anos, fui com uma amiga morar na França, pra estudar e ver como era. A ideia era tentar um mestrado lá. Fui, foi ótimo, mas voltei sem o mestrado.
Daí em diante, quando estava em Salvador, não foi mais a mesma coisa. Eu tentei recuperar aquele amor, aquela paixão de antes, mas não era a mesma coisa. Trabalhei, conheci coisas novas na cidade, tanto boas como ruins. Mas a inquietação continuou crescendo.
É preciso ficar independente e conhecer um pouco mais sobre a gente mesmo. E eu acho que esteja recomeçando um processo de independência e autoconhecimento agora. Pode não ser, mas como não sentia há um bom tempo estou sentindo aquele ímpeto de me lançar novamente em algo que não me lancei antes.
Voltei pra casa da "viagem do ano", muito boa. Agora com 26 anos, alguns medos melhoraram, outros continuam. Algumas inseguranças estão mais seguras. Posso tentar. Posso seguir em frente. E tentar entender se estou buscando um "lugar com a minha cara" ou se tudo que quero é continuar andando por aí.
Quando vim morar em Salvador achava que tinha encontrado isso. Durante uns cinco anos, foi isso. Caí de amor com Salvador, achava que tinha me encontrado mesmo. Conheci pessoas interessantes, fui a lugares diferentes, curti novas músicas, visitei alguns museus, festas, shows...
Também sofri mais em Salvador do que nas cidades anteriores pela maior dificuldade de encontrar amizades verdadeiras. Foi em Salvador que tive a única "briga" que já tive com algum amigo. E foi com uma pessoa muito importante pra mim. Por conta disso, minha auto estima foi caindo aos poucos e meio que nunca voltou a ser a mesma no sentido de amizade. Algumas vezes me sentia sozinha. Mas acabei mais uma vezes encontrando e reencontrando pessoas que me fizeram bem, e eu a elas, espero.
Eu achava que nunca poderia morar em algum lugar por mais de três anos. Quando terminei a faculdade, depois de quatro anos, fui com uma amiga morar na França, pra estudar e ver como era. A ideia era tentar um mestrado lá. Fui, foi ótimo, mas voltei sem o mestrado.
Daí em diante, quando estava em Salvador, não foi mais a mesma coisa. Eu tentei recuperar aquele amor, aquela paixão de antes, mas não era a mesma coisa. Trabalhei, conheci coisas novas na cidade, tanto boas como ruins. Mas a inquietação continuou crescendo.
É preciso ficar independente e conhecer um pouco mais sobre a gente mesmo. E eu acho que esteja recomeçando um processo de independência e autoconhecimento agora. Pode não ser, mas como não sentia há um bom tempo estou sentindo aquele ímpeto de me lançar novamente em algo que não me lancei antes.
Voltei pra casa da "viagem do ano", muito boa. Agora com 26 anos, alguns medos melhoraram, outros continuam. Algumas inseguranças estão mais seguras. Posso tentar. Posso seguir em frente. E tentar entender se estou buscando um "lugar com a minha cara" ou se tudo que quero é continuar andando por aí.
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