27
13 de maio, 2016, 01h.
Agora que terminei de fazer a mala, agora que saí do banho e o nariz já começou a escorrer. Agora que liguei o computador pra escrever algumas coisas que pensei nos últimos tempos e não escrevi. Agora que o cachorro tá deitado do meu lado, dormindo.
Agora que completa o ciclo dos 27.
Ansiosa por esse número. Ainda que temerosa.
Dizem que 27 é importante. Eu acho também. Sempre precisamos marcar números como importantes, pra sentir melhor [o que vem].
Nesses 27 anos mudei tanto. De criança mimada, mas meiga, a adolescente semi-rebelde, mas sempre estudiosa. De semi-adulta cheia de dúvidas a oficialmente-adulta "on the go", correndo ao lado das coisas que precisam ser feitas no dia a dia.
De uns tempos pra cá foi que comecei a ler um pouco mais a rotina desses adultos. Dos motivos deles colocarem tanto significado em coisas que pra mim parecem bobas. Por que eles viajam, tiram fotos, querem posar. A vida adulta pode ser só repetição e normas. Pode ser só um fluxo em busca de idiotices sem sentido. E eu decidi que não quero isso. Quero viver intensamente. Com 27 em diante não quero nada morno, não quero a mediocridade do dia a dia, apesar de querer trabalhar e construir coisas nas quais acredito e isso exige disciplina. Mas não quero a disciplina cega e a televisão no fim do dia pra relaxar, como se fosse ração. Quero livros, conversas, quero risadas, quero a alternância do café com o vinho, quero o fim de tarde com a luz dourada mais linda. Quero ver os amigos, os parentes. Quero cantar, quero dançar, muito. Quero estudar, quero pesquisar. Não quero settle down. Não quero.
Saber disso tudo me deixa tão feliz. Hoje sabendo tudo que não quero sei também um pouco mais o que eu quero e não sofro tanto com isso. Hoje quando estou com a cabeça pesada e os olhos quase fechando por alguma dor de cabeça mal curada eu tento aceitar e achar aquilo bom, achar meu, mesmo tentando resolver. Hoje eu sei que quero fazer coisas que deixei pra trás por imaturidade. Coisas que achava pouco, mas que fazem muita falta. Mas que ao mesmo tempo me permitiram ver outras coisas que também são boas.
Hoje tô com pouco dinheiro, mas muito feliz e grata porque tenho tudo em casa e pessoas que me amam ao meu redor. E por estar com a grana curta agora, vou poder dar mais valor e ao mesmo tempo, menos valor. Hoje sei que se quiser viajar vou precisar me planejar. Hoje tenho paciência pra cozinhar minha própria comida e sentir prazer nisso.
Todas as besteiras que fiz e pessoas que magoei, ou conversei com elas, ou resolvi dentro de mim, ou ainda não descobri, mas quando descobrir, espero poder resolver também.
Quero um mar aberto à frente, nadar nadar e sentir a respiração ofegante, quero me desafiar.
A vida é tão grande de ensinamentos, tão pequena humana. Tão grande de Vida, tão rápida no individual.
Hoje quero ler tudo que já escrevi, e tudo que tem nas estantes de casa, mesmo que nem todos me interessem a primeira vista.
27. 13 de maio. No silêncio da primeira hora do dia com o cachorro tendo espasmos ao meu lado (sonhando com o quê?). Eu vou sonhando com o sonho que é essa vida tão louca. Obrigada, gratidão e o que mais expressar o que preciso expressar. Fluxo. Segue >>>
Agora que terminei de fazer a mala, agora que saí do banho e o nariz já começou a escorrer. Agora que liguei o computador pra escrever algumas coisas que pensei nos últimos tempos e não escrevi. Agora que o cachorro tá deitado do meu lado, dormindo.
Agora que completa o ciclo dos 27.
Ansiosa por esse número. Ainda que temerosa.
Dizem que 27 é importante. Eu acho também. Sempre precisamos marcar números como importantes, pra sentir melhor [o que vem].
Nesses 27 anos mudei tanto. De criança mimada, mas meiga, a adolescente semi-rebelde, mas sempre estudiosa. De semi-adulta cheia de dúvidas a oficialmente-adulta "on the go", correndo ao lado das coisas que precisam ser feitas no dia a dia.
De uns tempos pra cá foi que comecei a ler um pouco mais a rotina desses adultos. Dos motivos deles colocarem tanto significado em coisas que pra mim parecem bobas. Por que eles viajam, tiram fotos, querem posar. A vida adulta pode ser só repetição e normas. Pode ser só um fluxo em busca de idiotices sem sentido. E eu decidi que não quero isso. Quero viver intensamente. Com 27 em diante não quero nada morno, não quero a mediocridade do dia a dia, apesar de querer trabalhar e construir coisas nas quais acredito e isso exige disciplina. Mas não quero a disciplina cega e a televisão no fim do dia pra relaxar, como se fosse ração. Quero livros, conversas, quero risadas, quero a alternância do café com o vinho, quero o fim de tarde com a luz dourada mais linda. Quero ver os amigos, os parentes. Quero cantar, quero dançar, muito. Quero estudar, quero pesquisar. Não quero settle down. Não quero.
Saber disso tudo me deixa tão feliz. Hoje sabendo tudo que não quero sei também um pouco mais o que eu quero e não sofro tanto com isso. Hoje quando estou com a cabeça pesada e os olhos quase fechando por alguma dor de cabeça mal curada eu tento aceitar e achar aquilo bom, achar meu, mesmo tentando resolver. Hoje eu sei que quero fazer coisas que deixei pra trás por imaturidade. Coisas que achava pouco, mas que fazem muita falta. Mas que ao mesmo tempo me permitiram ver outras coisas que também são boas.
Hoje tô com pouco dinheiro, mas muito feliz e grata porque tenho tudo em casa e pessoas que me amam ao meu redor. E por estar com a grana curta agora, vou poder dar mais valor e ao mesmo tempo, menos valor. Hoje sei que se quiser viajar vou precisar me planejar. Hoje tenho paciência pra cozinhar minha própria comida e sentir prazer nisso.
Todas as besteiras que fiz e pessoas que magoei, ou conversei com elas, ou resolvi dentro de mim, ou ainda não descobri, mas quando descobrir, espero poder resolver também.
Quero um mar aberto à frente, nadar nadar e sentir a respiração ofegante, quero me desafiar.
A vida é tão grande de ensinamentos, tão pequena humana. Tão grande de Vida, tão rápida no individual.
Hoje quero ler tudo que já escrevi, e tudo que tem nas estantes de casa, mesmo que nem todos me interessem a primeira vista.
27. 13 de maio. No silêncio da primeira hora do dia com o cachorro tendo espasmos ao meu lado (sonhando com o quê?). Eu vou sonhando com o sonho que é essa vida tão louca. Obrigada, gratidão e o que mais expressar o que preciso expressar. Fluxo. Segue >>>
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