Memórias ou não
Alguma corrente de pensamento, filosofia de vida, proposta religiosa que admiro me ensinou a não me importar com o passado.
Viva hoje sem lembrar das tristezas ou traumas de ontem.
Ajuda.
Mas na dúvida sobre como seguir, olhar pra trás e sentir alegria me faz querer manter o olhar para o passado.
É fácil julgar a nossa vida através do olhar alheio. Sempre haverá alguém pra lhe apontar o dedo e dizer que você vive de forma errada, que você não enxerga sua própria realidade e que suas escolhas não prestam.
O que a gente faz, faz porque pode fazer.
Nada que passou poderia ter sido diferente.
Podemos aprender.
Podemos viver em comunhão com as pessoas que a vida nos trouxe e escutá-las.
Mas no fim de cada dia, quem vai dormir e ouvir sua própria consciência é você. Não é outra pessoa.
Quem vai se arrepender ou se alegrar é você.
Quem pode se achar perdido ou encontrado não é ninguém além de você mesmo.
Comparar-se para se colocar acima ou abaixo de alguém não vai trazer nenhum fruto.
A solidão da sua consciência não vai ultrapassar você mesma.
Não vai se estabelecer em contato com ninguém a não ser através da linguagem. Através de palavras ou gestos que serão interpretados e cuja imagem será criada em outra consciência independentemente do que seja dito ou manifesto.
Porém o sorriso ou a lágrima que são gerados ao olhar profundamente para si são intransferíveis.
Sob qual filtro vamos olhar pra nós mesmos?
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