up... and down again

quando comecei, estava disposta a abrir de mão de tudo que não fosse - o objetivo maior
vi que não, que era possível viver e produzir.
depois, aos poucos, fui voltando à concha.
agora me sinto no casulo
motivos pra sair de casa não são suficientes e nada é muito interessante.
afinal, há tanto nos livros...
pensamento que parece doença.
mas talvez seja só melancolia, hormônios, pequenos obstáculos [como as moscas]
que se colocam toda hora de maneira a não atrapalhar o bastante para fazer você parar, mas o suficiente para gritar.

diferentes personalidades geram diferentes vidas.
eu, culpada há décadas por não querer mais do que os olhos enxergam.
outros, sedentos de novidade e se colocando sempre um novo desafio.
dar de cara com essa tendência me faz querer me vencer, como fiz com o que me prendia no amor.
tudo vai perdendo o sentido, você já não sabe qual seu instinto mais natural.

além do que os olhos enxergam, do outro lado do horizonte, há vida além da reclusão, da escolha do momento, e até do alcoolismo que, por divertir, mascara a falta de grandes emoções.

vai-se abrindo mão do que parece mais fácil, vai-se esvaziando...
a justificativa? o foco total, a revelação, o insight de uma vida.

up and down again... pequenas moscas se tornam zumbis;
alegrias se tornam respirações profundas;
pensamentos edificantes viram desvio;
noites tranquilas viram sonhos com universos paralelos, incompreensíveis.




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