para mari.


Nada é aleatório. 
É tudo simbólico.
Os papeis e as palavras contidas. 
O chocolate e os sabores contidos. 
As lembranças e as imagens. 
As cores e o calor. 
Tudo que está colocado nessa mesa, nesse espaço, tem muito de tudo que me ronda.
Tem de mim, de quem amei, de quem amo. 
Tem aqueles que me auxiliam nesse plano ou em outros planos.
Tem planos de futuro e desdobramentos do passado. 
O sabor amargo do café, acompanhado das palavras que escrevo. 
As conversas paralelas. O bombom do exorcismo. 
A libertação da identidade. 
A plenitude passageira, o fluxo, o equilíbrio instável. 
Agendas de hoje, agendas de amanhã. 
Um ano que termina, um ano planejado à frente, mas irônico: 
É o mais incerto de todos que já previ. 
É lindo, eu já o amo, esse ano, esses dias, essa vida. 
Conteúdos colocados em mim, conteúdos apreendidos do mundo, transfigurados. 
Sedimentação. Conhecimento. Lágrimas. Sorrisos altos, muito altos. 
Compartilhamento. Teclas. Ícones. Aviões, espaço, ar. 
Calçadas, sol. Sol fora, sol dentro, sol se pondo, sol nascendo.
Nada, nada é aleatório, nem hoje, nem ontem. 
Nem amanhã. 

Espirais, pra que vos quero. 
Espiralando as páginas, espiralando meu ego. 
Espiralando minha experiência. 
Sem você, minha amiga, quem eu sou?
Você sou eu, eu sou você, somos juntas, crescentes, 
como luas. Cheias e às vezes minguantes. 
Vamos em frente, organizando aqui tudo isso, o que conseguimos ajustar e o que ainda não conseguimos. 

[Hormônio e coração, amor, faltou colocar isso]. 

Comentários

Postagens mais visitadas