Menos

Hoje senti novamente a sensação de que, uma vez atingidas as necessidades básicas, de conforto material - que, claro, variam de pessoa para pessoa -, é interessante e importante focar no menos.

Estou há alguns dias fora de casa. Essa nova experiência de trabalhar muitas vezes ficando fora de casa por dias tem me dado a sensação de que às vezes a casa, além de acolher, também me prende. Isso não é novidade pra mim, já é coisa antiga.

Assim como a casa, coisas nos prendem. "Preso à minha classe e a algumas roupas...", já dizia Drummond.

Acredito que seja normal nos prendermos a algumas coisas, mas quando isso se torna excessivo, é prisão mesmo, aprisionamento mesmo, de tudo.

Tenho pensado em me desfazer de mais objetos - doar parte, vender parte -, passar para a frente essa energia, e evitar o acúmulo excessivo de novos. O que é funcional, ajuda. O que se empoeira, nos traz falta de saúde - também mental.

A nostalgia e melancolia que me espreitam há muitos anos também têm a ver com a sensação de clausura que eu mesma me provoco, a partir dos ambientes internos onde faço minhas reflexões. Não mais quero estar atada à minha própria cama dentro dos meus pensamentos. Enquanto houver saúde, posso refletir sem paredes, posso refletir vendo as estrelas, o céu, o mar.


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